quarta-feira, 15 de abril de 2015

Entrevista com Padre Clóvis

Entrevista Com Vigário Paroquial (pagina 10)

   A Pastoral da Comunicação Cristo Rei este mês entrevistou o Vigário Paroquial que, desde 31 de Janeiro 2015, está na Matriz, Padre Clovis Wilson Fontenla. Ele tem 46 anos, é nascido em Santos/SP, tem dois irmãos e duas irmãs. É filho de Wilson Alberto Fontenla e Cecilia Cezira Simões Fontenla.

Pascom: Como foi a sua juventude antes de ir para o seminário?
A minha infância foi em Santos e a adolescência em Salto. Fui aluno do Tancredo do Amaral e do Curso de Magistério no Leonor Fernandes da Silva. Trabalhei entregando jornal e posteriormente lecionando nas escolas rurais, Buru e Fazendinha e nas escolas Ana Rita da Silva Felizola e no Jardim Elizabeth. Sou formado em Pedagogia no CEUNSP- ITU.

Pascom : Foi ordenado Diácono em que ano? E Sacerdote?
A ordenação diaconal se deu em Salto, na Paroquia Nossa Senhora do Monte Serrat, no dia 9 de dezembro de 1995 e a ordenação presbiteral em Jundiaí, na Paroquia Nova Jerusalém no dia 9 de fevereiro de 1996. As duas ordenações foram presididas por Dom Roberto Pinarelo de Almeida.

Pascom : Como descobriu sua vocação como Sacerdote?
O despertar da minha vocação foi quando visitei uma obra dos Missionários da Caridade (fundado pela Madre Teresa de Calcutá) que acolhia menores de rua, na área central da capital de São Paulo e me deparei com a miséria, abandono e abuso de pessoas (crianças até famílias inteiras) que viviam nas ruas, muitos doentes e sem rumo. Isso me despertou para uma realidade que eu não conhecia e me fez refletir sobre a possibilidade de fazer uma caminhada vocacional para ajudar, profetizar e resgatar esses irmãos marginalizados através do ministério sacerdotal.

Pascom : Porque escolheu a Diocese de Jundiaí?
Depois de participar de alguns retiros vocacionais com os Salesianos e Carmelitas decidi entrar na diocese de Jundiaí justamente por ser morador do município de Salto, que faz parte desta diocese. Na época, fui apresentado ao Bispo Diocesano Dom Roberto pelo Pároco da Paroquia Nossa Senhora Do Monte Serrat, Monsenhor Mário Negro, que me aceitou e fui encaminhado ao Seminário Diocesano Nossa Senhora Do Desterro. Ao entrar no Seminário Diocesano fui dispensado do curso de filosofia, pois já tinha feito à faculdade de Pedagogia em Itu, e, sobretudo devido a falta de padres na diocese.

Pascom : Quem é Jesus Cristo para o Senhor?
Ele é meu Senhor e Salvador e a opção fundamental da minha vida. O meu encontro pessoal com Senhor Jesus foi numa experiência de oração, da RCC, na minha adolescência. A partir desse momento sempre tentei trilhar seguindo os passos de Cristo na Igreja, a partir do exemplo de Francisco de Assis, João Bosco e  atualmente Camilo de Lellis, Santos que conseguiram ser discípulos do Senhor.

Pascom : O que Nossa Senhora representa em sua vida?
Nasci em Santos, dedicada a Nossa Senhora do Monte Serrat, e gostava de visitar a capela subindo até o cume do Monte. Na infância, em casa, a nossa família rezava o terço e hoje estou numa cidade dedicada a Nossa Senhora do Monte Serrat. Enfim, sempre a considerei como mãe que intercede por nós. E, no meu caso, a ser um sacerdote que sempre diga sim ao seu filho.

Pascom : Fale um pouco da sua experiência como Capelão?
Há quase três anos exerço o ofício de capelão hospitalar nos hospitais São Camilo de Itu e Salto. O ofício é de dedicação exclusiva, e eu permaneço em Itu, na Santa Casa, como funcionário, participando do dia a dia dessa unidade hospitalar, participando de diversas comissões e ajudando, junto com a Assistência Social, os pacientes e familiares que necessitam de orientação.
Em Salto, como voluntário, celebro os sacramentos como em Itu e, principalmente, participo de reuniões com coordenadores e tento buscar recursos, através da nota paulista e outros, para melhorar a qualidade do atendimento dos pacientes do SUS de Salto e da região de Sorocaba (45 cidades) devido ao AME.
Além disso, sou assessor diocesano da Pastoral da Saúde e ajudo aconselhando a Capelania do Hospital São Vicente de Jundiaí.
A experiência que venho vivendo no mundo hospitalar é enriquecedora e a presença de um sacerdote neste meio é fundamental para ajudar a criar um clima mais humanizado e apoiar os colaboradores para que possam exercer a sua missão.
O aceite da minha parte a ser auxiliar do Pe  Énéas  foi em parte  porque o hospital São Camilo faz parte do território da  Paróquia Cristo Rei e pelo Pároco, pois encaminhei ele para  a Diocese. Por isso é um prazer ajudar no que for possível na Paróquia. Contudo, o meu foco continua sendo a área de saúde, pois percebo que é uma verdadeira vocação de Deus.


Pascom : Pe Clovis, como o jovem de hoje pode descobrir se tem vocação?
O jovem pode descobrir a sua vocação enquanto faz a sua caminhada na Igreja. Ou seja, primeiro ele deve ser vocacionado a ser cristão e a viver a santidade para que ele possa com a ajuda do Espírito Santo, discernir sobre se tem vocação para a vida religiosa, matrimônio ou para servir em algum ministério. Um orientador espiritual, encontros vocacionais ajudam no discernimento.

Pascom : Gostaríamos que nos dissesse há quanto anos é sacerdote e em quais paróquias já passou.
Tenho 18 anos de sacerdócio e já fui vigário paroquial na Paroquia São Sebastião/Cajamar, na Catedral Nossa Senhora do Desterro/Jundiaí, na Paroquia Nossa Senhora do Monte Serrat/Salto, na Paroquia São Benedito/Salto. Administrador Paroquial da Paróquia Nossa Senhora do Monte Serrat (um ano), na Paroquia São Roque/Salto (um ano); Pároco na Paroquia São Roque/Jundiaí (quatro anos), Paroquia São Cristóvão /Itu (quatro anos); Juiz Auditor da Câmara Eclesiástica da Diocese de Jundiaí e Promotor da Causa de Beatificação de Serva de Deus Maria de Lourdes Guarda. Hoje estou na Paróquia Cristo Rei como Vigário.

Pascom : Pode deixar uma mensagem para os paroquianos?
Venho, como servidor, ajudando o Pároco Enéas de Camargo Bête, nas celebrações, confissões, visita aos doentes apoiando a região pastoral. Espero que cada paroquiano possa seguir a sua vocação também servindo a Deus, através da família, na sociedade e na comunidade para que possa ser um sinal de Cristo com o seu testemunho.

 Pascom:  Pe. Clovis é com muita alegria que a Pascom fez esta pequena entrevista e queremos dizer que o senhor seja bem vindo à nossa comunidade, pois estamos felizes com a providência de Deus. Tanto com o Pároco quanto com o Vigário que nos enviou.
E que esta graça chegue ao coração de todas as famílias que precisam de orientação, ajuda espiritual, pois com a graça de Deus estamos tendo esta oportunidade com a presença destes dois homens de peso.
Quando falo peso é em sentido da Fé, Amor, Acolhimento, que vocês passam com suas atitudes e presença. Que Cristo Rei conserve em vocês os dons e muita saúde para cuidar destes filhos que Deus confiou a vocês.


2 comentários:

  1. Conheci o padre Clóvis quando criança em Santos. Lecionei com a mãe dele, Cecília e morei na casa deles por alguns dias.

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  2. Tenho muita saudade da Cecília, mãe do padre Clóvis.

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