Entrevista Com Vigário Paroquial (pagina 10)
A Pastoral da Comunicação Cristo
Rei este mês entrevistou o Vigário Paroquial que, desde 31 de Janeiro 2015,
está na Matriz, Padre Clovis Wilson Fontenla. Ele tem 46 anos, é nascido em
Santos/SP, tem dois irmãos e duas irmãs. É filho de Wilson Alberto Fontenla e
Cecilia Cezira Simões Fontenla.
Pascom: Como foi a sua juventude antes de ir
para o seminário?
A minha infância foi em Santos e a
adolescência em Salto. Fui aluno do Tancredo do Amaral e do Curso de Magistério
no Leonor Fernandes da Silva. Trabalhei entregando jornal e posteriormente
lecionando nas escolas rurais, Buru e Fazendinha e nas escolas Ana Rita da
Silva Felizola e no Jardim Elizabeth. Sou formado em Pedagogia no CEUNSP- ITU.
Pascom : Foi ordenado Diácono em que ano? E
Sacerdote?
A ordenação diaconal se deu em Salto, na
Paroquia Nossa Senhora do Monte Serrat, no dia 9 de dezembro de 1995 e a
ordenação presbiteral em Jundiaí, na Paroquia Nova Jerusalém no dia 9 de
fevereiro de 1996. As duas ordenações foram presididas por Dom Roberto Pinarelo
de Almeida.
Pascom : Como descobriu sua vocação como
Sacerdote?
O despertar da minha vocação foi quando
visitei uma obra dos Missionários da Caridade (fundado pela Madre Teresa de
Calcutá) que acolhia menores de rua, na área central da capital de São Paulo e
me deparei com a miséria, abandono e abuso de pessoas (crianças até famílias
inteiras) que viviam nas ruas, muitos doentes e sem rumo. Isso me despertou
para uma realidade que eu não conhecia e me fez refletir sobre a possibilidade
de fazer uma caminhada vocacional para ajudar, profetizar e resgatar esses
irmãos marginalizados através do ministério sacerdotal.
Pascom : Porque escolheu a Diocese de Jundiaí?
Depois de participar de alguns retiros
vocacionais com os Salesianos e Carmelitas decidi entrar na diocese de Jundiaí
justamente por ser morador do município de Salto, que faz parte desta diocese.
Na época, fui apresentado ao Bispo Diocesano Dom Roberto pelo Pároco da
Paroquia Nossa Senhora Do Monte Serrat, Monsenhor Mário Negro, que me aceitou e
fui encaminhado ao Seminário Diocesano Nossa Senhora Do Desterro. Ao entrar no
Seminário Diocesano fui dispensado do curso de filosofia, pois já tinha feito à
faculdade de Pedagogia em Itu, e, sobretudo devido a falta de padres na
diocese.
Pascom : Quem é Jesus Cristo para o Senhor?
Ele é meu Senhor e Salvador e a opção
fundamental da minha vida. O meu encontro pessoal com Senhor Jesus foi numa
experiência de oração, da RCC, na minha adolescência. A partir desse momento
sempre tentei trilhar seguindo os passos de Cristo na Igreja, a partir do
exemplo de Francisco de Assis, João Bosco e atualmente Camilo de Lellis, Santos
que conseguiram ser discípulos do Senhor.
Pascom : O que Nossa Senhora representa em sua
vida?
Nasci em Santos, dedicada a Nossa Senhora
do Monte Serrat, e gostava de visitar a capela subindo até o cume do Monte. Na
infância, em casa, a nossa família rezava o terço e hoje estou numa cidade
dedicada a Nossa Senhora do Monte Serrat. Enfim, sempre a considerei como mãe
que intercede por nós. E, no meu caso, a ser um sacerdote que sempre diga sim
ao seu filho.
Pascom : Fale um pouco da sua experiência como
Capelão?
Há quase três anos exerço o ofício de
capelão hospitalar nos hospitais São Camilo de Itu e Salto. O ofício é de
dedicação exclusiva, e eu permaneço em Itu, na Santa Casa, como funcionário,
participando do dia a dia dessa unidade hospitalar, participando de diversas
comissões e ajudando, junto com a Assistência Social, os pacientes e familiares
que necessitam de orientação.
Em Salto, como voluntário, celebro os
sacramentos como em Itu e, principalmente, participo de reuniões com
coordenadores e tento buscar recursos, através da nota paulista e outros, para
melhorar a qualidade do atendimento dos pacientes do SUS de Salto e da região
de Sorocaba (45 cidades) devido ao AME.
Além disso, sou assessor diocesano da
Pastoral da Saúde e ajudo aconselhando a Capelania do Hospital São Vicente de
Jundiaí.
A experiência que venho vivendo no mundo
hospitalar é enriquecedora e a presença de um sacerdote neste meio é
fundamental para ajudar a criar um clima mais humanizado e apoiar os
colaboradores para que possam exercer a sua missão.
O aceite da minha parte a ser auxiliar do
Pe Énéas foi em parte porque o hospital São Camilo faz parte
do território da Paróquia
Cristo Rei e pelo Pároco, pois encaminhei ele para a Diocese. Por isso é um prazer ajudar
no que for possível na Paróquia. Contudo, o meu foco continua sendo a área de
saúde, pois percebo que é uma verdadeira vocação de Deus.
Pascom : Pe Clovis, como o jovem de hoje pode
descobrir se tem vocação?
O jovem pode descobrir a sua vocação
enquanto faz a sua caminhada na Igreja. Ou seja, primeiro ele deve ser
vocacionado a ser cristão e a viver a santidade para que ele possa com a ajuda
do Espírito Santo, discernir sobre se tem vocação para a vida religiosa,
matrimônio ou para servir em algum ministério. Um orientador espiritual,
encontros vocacionais ajudam no discernimento.
Pascom : Gostaríamos que nos dissesse há quanto
anos é sacerdote e em quais paróquias já passou.
Tenho 18 anos de sacerdócio e já fui
vigário paroquial na Paroquia São Sebastião/Cajamar, na Catedral Nossa Senhora
do Desterro/Jundiaí, na Paroquia Nossa Senhora do Monte Serrat/Salto, na
Paroquia São Benedito/Salto. Administrador Paroquial da Paróquia Nossa Senhora
do Monte Serrat (um ano), na Paroquia São Roque/Salto (um ano); Pároco na
Paroquia São Roque/Jundiaí (quatro anos), Paroquia São Cristóvão /Itu (quatro
anos); Juiz Auditor da Câmara Eclesiástica da Diocese de Jundiaí e Promotor da
Causa de Beatificação de Serva de Deus Maria de Lourdes Guarda. Hoje estou na
Paróquia Cristo Rei como Vigário.
Pascom : Pode deixar uma mensagem para os
paroquianos?
Venho, como servidor, ajudando o Pároco
Enéas de Camargo Bête, nas celebrações, confissões, visita aos doentes apoiando
a região pastoral. Espero que cada paroquiano possa seguir a sua vocação também
servindo a Deus, através da família, na sociedade e na comunidade para que
possa ser um sinal de Cristo com o seu testemunho.
Pascom: Pe.
Clovis é com muita alegria que a Pascom fez esta pequena entrevista e queremos
dizer que o senhor seja bem vindo à nossa comunidade, pois estamos felizes com
a providência de Deus. Tanto com o Pároco quanto com o Vigário que nos enviou.
E que esta
graça chegue ao coração de todas as famílias que precisam de orientação, ajuda
espiritual, pois com a graça de Deus estamos tendo esta oportunidade com a
presença destes dois homens de peso.
Quando falo
peso é em sentido da Fé, Amor, Acolhimento, que vocês passam com suas atitudes
e presença. Que Cristo Rei conserve em vocês os dons e muita saúde para cuidar
destes filhos que Deus confiou a vocês.
Conheci o padre Clóvis quando criança em Santos. Lecionei com a mãe dele, Cecília e morei na casa deles por alguns dias.
ResponderExcluirTenho muita saudade da Cecília, mãe do padre Clóvis.
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