É verdade que não é
espontâneo crer na ressurreição de Jesus. Já antes de nós, os primeiros
discípulos tiveram de superar dúvidas.
Primeiramente, a
ressurreição da fé cristã não é a reencarnação. Ela é uma ressurreição “uma vez
por todas”. O Cristo ressuscitado não morre mais: Ele não é um personagem do
passado; Cristo está vivo e caminha conosco, está presente em sua Igreja e que
está mesmo no interior de cada um dos fiéis. Os apóstolos não param de proclamar que a
ressurreição de Jesus é a realização da promessa de DEUS, que quer nos libertar
do pecado e da morte; gerando em nós um novo nascimento, uma transformação de
toda a nossa existência pelo Espírito Santo. Cristo Ressuscitado é o começo de
uma nova humanidade. Sem a ressurreição de Cristo Jesus, suas ações e suas
palavras teriam ficado no túmulo e a igreja nunca teria nascido. Existem
perguntas fundamentais: Sobre o quê repousa nossa fé em Cristo Ressuscitado? Podemos
simplesmente aderir na base de testemunhos humanos? Pode haver uma proporção
entre aquilo no que devemos crer (uma realidade que não é deste mundo) e os
sinais que são propostos (um túmulo vazio, os fenômenos psicológicos como as
aparições)? A ressurreição de Jesus seria demonstrada pela ciência histórica?
Acessível a qualquer historiador neutro e objetivo? Toda a tradição da Igreja
responde: Não! Cristo Ressuscitado é objeto de fé. Isso não quer dizer: “objeto
de opinião” mais ou menos certa ou incerta (acredito que amanhã fará bom
tempo); mas objeto de uma convicção firme que repousa sobre o testemunho (como
quando se diz: Eu acredito em alguém). Um duplo testemunho está na base da fé
em Cristo Ressuscitado: o testemunho exterior dos primeiros discípulos,
retransmitido pelos evangelhos e pela pregação eclesial, e o testemunho
interior indisponível do Espírito Santo. São Paulo nos adverte: “Ninguém pode
dizer: Jesus é o Senhor (Glorificado, Ressuscitado) a não ser pelo Espírito
Santo” (1 Cor 12,3). A fé não existe sem sinais, mas ela deve ultrapassar os
sinais; ela não pode abrir mão de um compromisso pessoal. É justamente este
fator de compromisso pessoal que põe em evidência o caráter atual da fé em
Jesus Ressuscitado. Como poderíamos nós lhe dar nossa fé se sua ressurreição
não tivesse sentido e atualidade para nós, hoje? Se não respondesse as questões
vitais que nós nos colocamos sobre o sentido de nossa história, de nossos
combates, de nossas limitações, de nossos fracassos, de nossas esperanças? A
pessoa que acolhe o Ressuscitado tem a missão de construir a paz, impulsionada
pelo Espírito Santo. Missão que se traduz na construção de novas relações
reconciliadas pelo perdão e que as pessoas possam ser elas mesmas, tendo o
necessário para viver, convivendo felizes.
Pe. Juverci Pontes Siqueira.
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